Segunda-feira, Março 02, 2009

Para o Pequeno Príncipe


Nossa, há quanto tempo... Como vão as coisas no seu pequeno planeta? Aqui, no meu, andam imensamente estranhas – muito baobá para pouca flor, se é que você entende meus simbolismos.

Quem sempre fala de você é aquela ex-miss que vivia chorando por sua causa, lembra? Ela me contou da sua amizade com a Raposa.

Príncipe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alertá-lo. Cuidado com a Raposa. Ela parece uma coisa, mas é outra. Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.

Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era. “A gente s conhece bem as coisas que cativou”, ela falou, toda insinuante.

Respondi que, se nós duas nos cativássemos, ela ficaria triste quando eu fosse embora. Foi quando saquei que ela queria ter um cacho comigo, pois a Raposa pegou no meu cabelo – eu estava loira na época – e disse que tudo bem, porque ela olharia os campos de trigo e se lembraria de mim.

Marcamos um encontro para o dia seguinte, às 4. E ela me pediu para chegar às 4 em ponto, dessa forma ela ficaria feliz desde as 3 somente por esperar o momento do nosso encontro. Achei estranho, mas pensei que fosse charme. Não era.

Cheguei 15 minutos atrasada e a Raposa surtou. Falou que nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E perguntou para mim, olhando diretamente nos meus olhos, se eu tinha consciência de que “perder tempo” com o outro é o que faz essa história importante.

Percebeu o tom de chantagem? Ela joga na cara tudo o que faz em nome do outro. Ela deseja afeto, mas o quer como uma responsabilidade de mão única. Porém, também somos responsáveis quando nos deixamos cativar – relacionamentos são vias de mão dupla.

A Raposa exige a certeza de um compromisso com hora marcada, impondo regras à troca afetiva. As regras dela, claro, já que ela quer todo o afeto a favor de seu bem-estar. Chega a ponto de dizer que será feliz porque você virá. Como se a felicidade fosse algo condicionado ao outro, à espera do outro, ao encontro com o outro.

Veja que coisa infantil. São as crianças que precisam de horários certinhos e de associar suas emoções às pessoas com quem se relacionam. Sentindo prazer ou desprazer diante da ausência ou presença da mãe ou do pai ou de quem quer que seja. Na criança, ainda não há um universo interior, entendeu? Quando nós crescemos, temos de conseguir ver o mundo através das próprias perspectivas. Enxergar a beleza de um trigal sem nos lembrar de ninguém.

A Raposa, como uma criança assustada, quer que aqueles que a amam estejam com ela na hora em que ela deseja. Achando que eles são “responsáveis” pela felicidade dela. Ou seja, o outro lhe deve algo por tê-la cativado.

Desde esse dia, não falo mais com ela. E aconselho você a fazer o mesmo. Ela não é flor que se cheire.

Saudades distantes,
Fernanda Young

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

"Diz que pra sempre vai me amar,
Que pra sempre vou te ter...
Diz por favor.. e assim me deixa ser feliz.
Nem que seja por essa noite... "

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Casa Pré-fabricada


Abre os teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo

Terça-feira, Abril 15, 2008

Leio Claudia

Motivos pelos quais leio a revista Claudia : Danuza Leao
Fernanda Young
Preciso dizer algo mais?

Por isso segue uma das "Conversa com Danuza" ( Ana Bata palmas rs )



O PODER DA PAIXÃO

Do primeiro ela gostou porque era ciumento ? para muitos, ciúme é prova de amor.
Ele controlava sua vida, telefonava o dia todo e, se ela tivesse ido ao cinema, pedia para contar o filme; armava ciladas para ver se descobria alguma contradição e às vezes até parecia decepcionado por não conseguir flagrá-la em nenhuma mentira.
Ciumentos não precisam de razão para sofrer. Um dia acabou, claro, e ela partiu para o oposto. Esse tinha a cuca bem fresca e, se chegasse em casa depois dele, não havia perguntas; podia sair para jantar com uma amiga, na volta ele já estava dormindo e dormindo continuava.
Como não há mulher que suporte isso, o romance também acabou. Aí ela resolveu ficar sozinha por uns tempos: homens são muito espaçosos, criam muito caso, e com eles não se tem tempo para nada.
Quem mora só desfruta de todos os direitos, entre eles o de manter a geladeira vazia, fazer ginástica à noite e dormir cheia de cremes na cara, o que não tem preço.
Mas não demorou muito a lua-de-mel com ela mesma; achou que já era hora de arranjar um namorado novo, mas estava determinada: morar junto, nunca mais.
Difícil mesmo foi combinar as regras do novo jogo: vale telefonar às 11 da noite para dar um beijinho de boanoite? Vale, claro.
Mas, se o outro não estiver em casa, dá para perguntar por onde ele andava? E, se o telefone estiver ocupado durante horas, é lícito perguntar: "Com quem você estava falando?" De preferência, não, pois perguntar já é controle, e isso não pode.
Começou a não dar certo. Se ele dormisse na casa dela toda noite, virava casamento; mas, se dizia "Te ligo amanhã", ela se sentia rejeitada.
Acabaram chegando ao impasse: ou se separavam ou iam morar juntos e ter um filho. Tiveram juízo e preferiram acabar.
Mas, pensou, não é possível passar a vida juntando e separando, juntando e separando. Como viver nesse vai-e-vem emocional?
Qual a saída? Descobriu que "saída" não existe e que ninguém é feliz 24 horas por dia; que viver junto é ótimo, mas às vezes um verdadeiro inferno (e viver só também). Então, passou a se preparar para os futuros namoros (ou casamentos).
Quais as qualidades mais importantes para conseguir viver a dois sem sucumbir aos ímpetos assassinos que às vezes surgem? Começou a se perguntar se era paciente, tolerante, se tinha jogo de cintura, se era capaz de mudar de opinião quando preciso, se gostava de crianças (não existe homem a partir dos 25 que não venha com pelo menos duas).
Conseguiria não ter ciúmes delas nem da mãe delas?
Seria capaz de fazer das tripas coração e passar a noite de Natal com a família dele, sorrindo e sem beber uma só gota de álcool (reuniões familiares são estressantes e a combinação stress + álcool não costuma dar certo), tendo a coragem de reconhecer que queria estar numa praia do Nordeste com ele ou sem ele, talvez de preferência sem?
E chegou à conclusão de que é capaz de tudo isso, sim, e de muito mais, com uma única condição: estar apaixonada.

Meus amores


Esse aperto no coração que eu estava passou assim que peguei as crianças na escola.
Meu Deus, que coisa angustiante, enquanto não vi que o Lipe e a Malu estavam bem eu não me senti melhor, meu alivio foi tanto que qdo os vi comecei a chorar.
Estava falando com minha tia ontem, como pode a gente amar tanto essas coisinhas?
Essa noite eles dormiram melhor e eu tb.
Esta foto ao lado mostra tudo.
A razão da minha vida... :)

Segunda-feira, Abril 14, 2008

Tem dias ...

Tem dias, como hj por exemplo, que a gente ta com um aperto no coração, uma vontade de ficar deitada enrolada, sem se quer tirar a cabeça debaixo do hedredon, nao conversar com ninguem, esquecer o mundo.
Nao tem ?
Ou so eu tenho isso?
O que é estranho é que (relativamente) eu nao tenho motivos.
Vai enteder... o dia ta acabando.......
Mas o aperto no coracao nao :/

Quinta-feira, Abril 10, 2008

video

Pra vc meu querido :p

Troca




Precisei trocar minha template, a outra nao estava funcionando mesmo, e o recado da Ana, com a troca foi-se embora.
Entao querida, vc existe ainda ? rsrs
Me surpreende seu tempo disperdiçado comigo, obrigada, obrigada.
Qto ao texto, nem fazia ideia de quem era, pq o mesmo foi pego em um slide como Autor desconhecido.
De qualquer forma, esse é MEU blog, faço referencia a autores, qdo bem entender e se quiser.
Bom agora vamos pras coisas boas, rs
Esse blog precisava mesmo de uma mudança, entra ano, sai ano e ta td do mesmo jeito?
Eu estou do mesmo jeito rs mas com essa linda ai da foto, Maria Luiza, Malu.
Completara 4 meses dia 12, é linda, esperta, o Lipe ama ela de paixao, e eu, acreditem ou nao, apenas 3 kilinhos so peso normal e ja entrando nos meus jeans rs
E tb sim, com uma nova paixao a caminho, pq nao?
Percebi o qto mudei desde que fiz esse blog, e com isso como meus relacionamentos amadureceram, qto eu amadureci no de(correr) desses anos.
Por falar em correr, so isso que tenho feito rs
Levantando as 6 da manha, arrumar Malu, Lipe, arrumar td pra levar pra escola, ate terminar de entrar dentro do carro ja deu 7 horas, depois o dia todo trabalhando, sai do trabalho, pegar crianças na escola, chegar em casa mais de 19 horas, dar banho, jantar, fazer dormir, e depois achar um tempo pra ler algo, tomar um banho e ainda cuidar um pouco de mim, dificil?
Nada, é da natureza da mulher mesmo fazer isso td.
Acho que por isso somos especiais, td bem que cabeleleiro agora marco pr domingo e em casa, rsrs e com a irma dele ajudando a olhar as crianças, mas quem disse que nao estou feliz?
Pelo contrario, a Malu e o Lipe sao td que tenho nada vida, ela super esperta nascendo um dentinho, o Lipe com maior cuidado.
Meu Deus precisa de mais?
Precisa rs mas nao vou comentar o que rs
O tempo se encarrega do que falta, ou melhor esta se encarregando :)
E linda como sempre viu Ana rs
Monica obrigada pela visita, respondi seu e-mail, manhosa, obrigada pelo carinho eterno.. bjus

Segunda-feira, Março 24, 2008

Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso, hoje não escondo nada do que sinto e penso, e as vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio, o silêncio que tortura o outro, que confunde , o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.
Assisti ao filme ´´ Mentiras Sinceras ´´ com uma pontinha de decepção – os comentários haviam sido ótimos, porem a contenção inglesa do filme me irritou um pouco – mas, nos momentos finais uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração .
Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei : como +e fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e, libertando – a, abriu uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira..
Falar o que sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde – se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para que ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas duvidas. Finalmente se sabe.
Mas sabe o que ? o que todos nos queremos saber : se somos amados.
Tão banal não ?
E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam, e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que há dificuldades de dizer para alguém o quanto ela é – ou foi – importante ?
Dizer não com recurso de sedução, mas como ato de generosidade, dize sem esperar nada em troca. Dizer simplesmente.
A maioria das relações, ampara – se em mentiras parciais e verdades pela metade. Podem, - se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora, dar ao outro uma certeza e, com a certeza a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou., ao menos se não souberem o essencial. E assim através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa – se ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-la a nós , e este ´´nós ´´ inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somo sádicos e avaros ao economizar nossos ´´ eu te perdôo ´´ , ´´ eu te compreendo ´´ , ´´ eu te aceito como es ´´ e o nosso mais profundo ´´ eu te amo´´ , não o eu- te- amo- dito as pressas no final de uma ligação telefônica, por força do habito, e sim o eu- te- amo , que significa : ´´ seja feliz da maneira que você escolheu, meu sentimento permanecera o mesmo ´´ .
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silencio é que é a verdadeira arma letal dos relacionamentos humanos.

Por isso fale.